Visitando Maquiavel: Luxo também Corrompe

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O diabo pode não vestir Prada, mas a ciência sabe que ele gosta de luxo. A mera exposição a artigos de luxo pode alterar a forma como percebemos o mundo, modificando nosso raciocínio e nossas escolhas. Pessoas que foram expostas ao luxo fizeram mais escolhas baseadas em seu próprio interesse que aquelas que não foram. Apesar de priorizarem a si mesmas, não buscaram colocar as outras em risco. Isso não parece novidade visto que a crise americana que abalou o mundo foi uma consequência de pessoas que não buscavam intencionalmente prejudicar os outros e estavam apenas preocupadas em manter seu padrão de vida. O Luxo parece funcionar como Poder ou Dinheiro. Enquanto o dinheiro e o poder nos trazem uma sensação de independência, o luxo motiva nossos desejos pessoais, num hedonismo que tende a ignorar os interesses alheios. A exposição ao luxo incentiva as pessoas a não considerarem os outros. Basta observar a classe política brasileira. Espinosa sabia muito bem disso, e Gandhi dizia que um certo grau de conforto é necessário, mas acima disso se torna um obstáculo ao invés de uma ajuda. Parafraseando Maquiavel, o luxo também corrompe.

Esse texto é baseado no artigo de Chua & Zou (2009) The Devil Wears Prada? Effects of Exposure to Luxury Goods on Cognition and Decision Making. Working Paper Summaries, 10-034. Harvard Business School.

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